Projeto do Campus Alta Floresta analisa público e debate competências verdes na 17ª Caminhada na Natureza

ALTA FLORESTA – O IFMT Campus Alta Floresta divulgou os resultados parciais do projeto de extensão contínuo “Diagnóstico de Percepção […]

ALTA FLORESTA – O IFMT Campus Alta Floresta divulgou os resultados parciais do projeto de extensão contínuo “Diagnóstico de Percepção Ecológica e Perfil Turístico na 17ª Caminhada na Natureza (RPPN Fazenda Anacã)“. Coordenada pelo professor Dr. Marcelo Alexandre Bruno com a colaboração do professor Me. Thiago Henrique Carvalho Silva Amorim, a pesquisa analisa o impacto real do evento e sua conexão com a formação de profissionais alinhados às novas exigências do mercado.

A coleta de dados mobilizou 25 acadêmicos do curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos. Ao conectarem as disciplinas de Responsabilidade Ambiental e Social e Gestão de Cargos, Carreiras e Salários à prática de campo, os estudantes desenvolveram as chamadas competências verdes (green skills), habilidades ligadas à governança sustentável (ESG) e eco-orientação, cada vez mais requisitadas por empresas modernas.

Os dados obtidos em 225 entrevistas válidas revelam que a Caminhada na Natureza ainda não se consolida como um polo de atração turística externa, configurando-se essencialmente como um evento de engajamento da própria população local.

● Público majoritariamente local: 96,4% dos participantes declararam residir na região de Alta Floresta, evidenciando que o público é quase em sua totalidade doméstico.
● Baixa expressividade de turistas: Os visitantes de fora do município representam apenas 3,6% do total de caminhantes. Destes poucos visitantes, metade (50%) viajou motivada por visitas a familiares ou amigos e 37,5% uniram negócios ao lazer.
● Despertar para o ecoturismo interno: Embora não atraia fluxo turístico de fora, o evento funciona como o principal motor de lazer em contato com a natureza para os próprios moradores: 48,4% dos entrevistados relataram que raramente frequentam trilhas ecológicas (fazendo-o apenas no dia da Caminhada) e 37,3% estavam realizando a atividade pela primeira vez.

Se por um lado o potencial turístico externo ainda precisa ser desenvolvido, por outro o evento se consagrou como uma plataforma eficiente de Educação Ambiental. A experiência gerou transformações perceptíveis na comunidade local: 73,8% dos respondentes afirmaram que a vivência na trilha aumentou sua consciência ecológica e trouxe novos aprendizados sobre a natureza.

Esse impacto refletiu-se no apoio massivo à preservação da Fazenda Anacã, recentemente convertida em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), que recebeu nota máxima de importância para o município por 89,8% dos participantes. Além disso, a gestão de resíduos foi aprovada, com 84,4% validando a presença de lixeiras e sinalização nas áreas de descanso.

Os relatórios finais e as propostas técnicas serão entregues formalmente às Secretarias Municipais de Inovação e de Meio Ambiente, ao Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e ao Observatório de Turismo de Mato Grosso (SEDEC/MT), consolidando o papel do IFMT no desenvolvimento de soluções sustentáveis e na formação de gestores preparados para a economia verde.

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