Nos dias 11 e 12 de junho de 2026, o Campus Alta Floresta marcou presença no VIII Curso de Formação para Comissões Permanentes de Heteroidentificação, promovido pela Diretoria de Políticas de Ingresso (DPIs), Escola de Formação (Esfor) e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e de Fronteira Maria Dimpina Duarte (NUMDI). O evento reuniu representantes de toda a instituição com o objetivo de qualificar e alinhar os processos de verificação das autodeclarações étnico-raciais na Rede Federal.
A comissão local do Campus Alta Floresta possui uma trajetória sólida no atendimento à comunidade. Instituída em junho de 2021, logo após a homologação do regulamento oficial do IFMT, a banca de Alta Floresta já atuou em 12 editais de seleção e realizou mais de 75 bancas de heteroidentificação.
Esse histórico abrange o processo de ingresso de candidatos em cursos técnicos de nível médio, superiores (graduação) e de pós-graduação, consolidando a atuação da unidade no zelo pelas políticas de ações afirmativas.
O que é o Processo de Heteroidentificação?
Conforme as diretrizes regulamentares do IFMT, a heteroidentificação consiste na identificação por terceiros da condição autodeclarada de preto ou pardo. O procedimento é estritamente complementar à autodeclaração do candidato e ocorre de forma prioritariamente presencial.
A avaliação baseia-se exclusivamente nas características fenotípicas do candidato (como traços faciais e cor da pele). O regulamento veda expressamente o uso de fotografias isoladas, documentos civis, árvores genealógicas ou pareceres emitidos por outras instituições para esta finalidade. Os membros da banca de Alta Floresta desempenham atribuições fundamentais para resguardar a lisura e a justiça dos certames.
A comissão do campus, estruturada de forma multissetorial e paritária conforme as normas institucionais, foi representada na formação pelos seguintes membros: Thiago Henrique Carvalho Silva Amorim (Representante NUMDI / Presidente), Fabrício Pires Fortes (Servidor Docente), Flavia Alexandra de Oliveira da Rocha (Representante Discente), Sumaria Sousa e Silva (Servidora TAE), Wilson Caldas Gaia
(Representante da Sociedade Civil Organizada).
Para Sumária Sousa e Silva, membra da Comissão Permanente de Heteroidentificação do campus e também Presidente da Comissão Permanente de Debate sobre Relações Raciais, Étnico-raciais e Antirracistas do IFMT, a formação é uma engrenagem essencial:
“Participar do VIII Curso de Formação para as Comissões Permanentes de Heteroidentificação do IFMT foi uma oportunidade importante para aprimorar conhecimentos e fortalecer minha atuação institucional. Considero essa formação essencial para qualificar as ações voltadas ao fortalecimento das políticas de ações afirmativas no âmbito da instituição. Além disso, a troca de experiências e os debates realizados durante o curso contribuíram para ampliar minha compreensão sobre os processos de heteroidentificação, reforçando a importância de uma atuação ética, responsável e comprometida com a justiça social.”
O professor do campus, Fabrício Pires Fortes, também destacou o ganho prático e a segurança jurídica adquiridos no treinamento:
“O curso proporcionou um aprofundamento tanto no que diz respeito à tarefa de heteroidentificação propriamente dita quanto no que se refere ao nosso papel enquanto comissão. Eu me sinto muito mais seguro para realizar esse trabalho depois dessa formação.“
Como Ingressar na Comissão?
Novos servidores docentes e técnico-administrativos do campus interessados em atuar nas bancas devem ingressar via Chamada Pública realizada pela Diretoria Sistêmica de Políticas de Ingresso e Seleção (DPIS). Os selecionados passam obrigatoriamente por formações como esta e cumprem mandato de 3 anos.
Fique atento: Segundo informações da DPIS, a próxima Chamada Pública para recomposição e seleção de novos membros está prevista para ocorrer em outubro de 2027.





